Reflexão Crítica

22.01.12

De seguida partilho um pouco a minha reflexão crítica sobre este estágio curricular, realizado no ACES II- Unidade de Saúde Pública de Évora, mais concretamente no Centro de Saúde de Viana do Alentejo e Portel, de 7 de Novembro de 2011 a 19 de Janeiro de 2012. Esta actividade teve um acompanhamento directo da Técnica de Saúde Ambiental, Dra. Márcia Marques, que foi importante no sentido de nos orientar durante as actividades a desenvolver.

 

Em primeiro lugar, apraz-me dizer este estágio veio dar resposta às necessidades pessoais manifestadas relativamente ao desenvolvimento de competências que permitissem consolidar e aprofundar as matérias desenvolvidas e muito faladas teóricamente durante estes quatro anos de Licenciatura em Saúde Ambiental. 

As expectativas eram muitas, pretendiamos "absorver" a maior quantidade de informação possivel de modo a contribuir para um melhor futuro desempenho da profissão de Técnico de Saúde Ambiental. Debruçámo-nos sobre quase todas as temáticas que envolve o conteúdo funcional do Técnido de Saúde Ambiental, com maior ou menor volume de trabalho, dependendo das alturas, mas o importante é que o foco de trabalho e a motivação esteve sempre presente em todas as actividades em que me envolvia. É importante também referir que o facto de estarmos em contacto permanente com a Unidade de Saúde Pública de Évora ajudou-nos muito devido aos recursos serem em número superior e o volume de trabalho também o ser.

 

De referir ainda a questão deste blogue. Proposto inicialmente como a forma de irmos acompanhando e dando a conhecer o que realizávamos durante este estágio, fiquei um pouco receoso do que conseguiria realizar, se seria de qualidade, se conseguiria demonstrar as diversas actividades que iamos realizando. Hoje penso, que da melhor ou pior maneira, mas sempre com grande gosto e motivação pessoal sempre consegui cumprir esta acção. Serviu como um "Diário de Bordo", que me ajudou a desenvolver capacidades que nunca me tinha atrevido a experimentar, e que de certa forma me fez ver a sua importância como uma ferramenta de trabalho para o futuro, num mundo actualmente modernizado e cada vez mais ligado às novas tecnologias, com a Internet sendo o "Centro do Mundo" onde tudo é possivel encontrar.  

 

Quero aproveitar esta reflexão final também para agradecer a todas as pessoas que me marcaram durante estes meses. À Dra. Márcia Marques, nossa orientadora de estágio, sempre incansável na procura de nos fazer chegar o maior número de conhecimentos possiveis, tentando organizar e mesmo antecipar diversas actividades só para nós termos contacto com as mesmas, ao Dr. Augusto Santana Brito, Delegado de Saúde responsável pelos Centros de Saúde de Viana do Alentejo e Portel, à Dra. Carla Mariano, Técnica de Saúde Ambiental na Unidade de Saúde Pública em Évora, à Eng. Sónia Caeiro, Engenheira do Ambiente ramo Sanitarista, e por fim, mas não menos importante, e que tanto me marcou com o seu estilo próprio, ao Dr. Agostinho Simão, Delegado de Saúde em Évora. Agradeço ainda ao professor Manuel Albino pelo acompanhamento e esclarecimentos prestados durante a realização do estágio.

 

Em jeito de conclusão, considero que os objectivos inicialmente previstos foram atingidos ao longo desta etapa graças à experiência da Técnica de Saúde Ambiental, Médicos de Saúde Pública, entre outras pessoas muito importantes nesta fase de aprendizagem,  que souberam da melhor e eloquente forma motivar-nos para estas temáticas e colocar-nos a partilhar experiências e opiniões. Os momentos de aprendizagem e expeiências, reflexão e debate, foram, por isso uma constante e, mas no entanto, souberam a pouco …

 

 

 

 FONTE: http://evaldocosta.blogspot.com/2011/12/na-fronteira-do-sucesso.html

 

   

"Se você desenvolve os hábitos do sucesso, você fará do sucesso um hábito."
( Michael E. Angier )

publicado por soudo às 21:19

FONTANÁRIOS...A tradição já não é o que era!!!

21.01.12

 

 

"Projecto Desta Água Não Beberei"(Post 20/1/2012)

 

 

 

Esta foto revela o que não queremos que aconteça...água com indicação de não controlada e a população continua a ir buscar um garrafãozinho(neste caso garrafas de lixivia!!!) da que considera "Ser a melhor água do Mundo"....

 

 

CONSERVE A TRADIÇÃO...MAS NÃO RETIRE ÁGUA PARA O GARRAFÃO!!!  =)

 

 

publicado por soudo às 16:20

ETAR´s

21.01.12

No âmbito do Conteúdo Funcional do Técnico de Saúde Ambiental, Decreto-Lei 117/95, de 30 de Maio, na área da protecção sanitária básica e luta contra meios e agentes de transmissão de doenças, realizou-se uma visita técnica de observação de várias ETAR´s em funcionamento no Concelho de Viana do Alentejo e Alvito,  procurando aprofundar conhecimentos em relação aos sistemas e equipamentos de tratamento utilizados, bem como conhecer a qualidade final dessas águas residuais para posteriores descargas no meio hídrico.

 

Numa localidade encontrámos duas ETAR´S, uma localizada a Sul e outra localizada a Norte. 

A ETAR localizada a Sul é a mais recente, data de 2009, sendo uma ETAR compacta com funcionamento através de um Reactor Biológico(IMAGEM1). 

Estas águas residuais sofrem inicialmente um processo de remoção dos sólidos grosseiros, a gradagem,  na chamada Obra de Entrada.  

A remoção dos sólidos grosseiros tem adiversas finalidades de onde destaco a Protecção de dispositivos de transporte e tratamento a jusante,  a eliminação de sólidos grosseiros nos meios receptores, o aumento da eficiência de tratamento do sistema, pela eliminação inicial de matéria orgânica.

 

Após a passagem pela obra de entrada, as águas residuais entram no reactor biológico onde é realizado um tratamento com injecção de oxigénio através de 3 bombas (processo mecânico).  O reactor biológico tem três zonas, uma anaeróbia destinada à remoção de fósforo, uma zona aeróbia (com arejamento), para a oxidação da matéria orgânica e ainda uma zona anóxica (isenta de arejamento), sendo estas últimas zonas essenciais ao desenvolvimento de mecanismos de nitrificação/ desnitrificação, necessários à remoção do azoto.


De seguida, nos decantadores secundários são removidos os sólidos provenientes do tratamento biológico, obtendo-se um efluente tratado.

Relativamente às lamas acumuladas nos decantadores secundários, uma fracção é recirculada ao tratamento biológico e as outras são retiradas para um leito/tanque de secagem.

 

Sendo uma ETAR recente não deixa de apresentar grandes deficiências no tratamento do efluente que lá chega necessário a tratar. Um dos principais factos para esta afirmação surge pelo sentido em que não em alturas de elevada pluviosidade, a ETAR tem dificuldades para efectuar o tratamento total, ocorrendo, desta forma, descarga directa no meio hídrico. Pode dever-se essencialmente a um mau dimensionamento e estudo inicial da ETAR.

Por outro lado,  nesta localidade existe uma fábrica de massa de pimentão que em períodos de laboração(principalmente de Agosto a Outubro), causa grandes problemas através das suas descargas de águas residuais sem qualquer tratamento prévio.

 

IMAGEM 1- ETAR Compacta- Tratamento através de Reactor Biológico

 

 

A ETAR, localizada a Norte da localidade é mais antiga e tem o seu tratamento por lagunagem(IMAGEM 2), apresentando 3 lagoas que realizam o tratamento necessário antes da descarga em meio hídrico.

Podemos definir o processo de lagunagem como um tratamento biológico de águas residuais baseado num desenvolvimento simbiótico de algas e bactérias à custa da degradação da matéria orgânica.

Este sistema de tratamento de baixa tecnologia constitue vantajosas alternativas aos sistemas mais tradicionais, sobretudo quando estão em jogo águas residuais de pequenos aglomerados populacionais de regiões rurais. 

 

No entanto tem alguma Sensibilidade às baixas temperaturas, necessita de grandes superfícies de terrenopara a sua implementação e é uma possivel causa de desenvolvimento de maus cheiros.

As empresas gestoras de água e as populações em geral, tem muitas vezes dificuldade em dar credibilidade a estas ETARs ecológicas. Para tal tem contribuído o insucesso de alguns destes sistemas, frequentemente devido a erros de concepção/construção e dimensionamento. 

 

 

 IMAGEM 2- Lagoa no processo de tratamento por lagunagem

 

 

Por fim visitámos numa outra localidade uma ETAR em que o tratamento é realizado por leitos percolados. 

O moderno tanque de percolação consiste num
leito permeável ao qual aderem consórcios de microrganismos, e através do qual o efluente a tratar é percolado.
Os leitos filtrantes(IMAGEM 4) podem ser muito diversos, sendo os mais correntes: cascalho, pedra calcária, tijolo partido, materiais plásticos diversos.

Após a gradagem inicial, as águas residuais seguem para um tanque(IMAGEM 3), composto por duas zonas: na zona central é realizada uma decantação das lamas e, ao redor é realizada uma digestão anaeróbia da matéria orgânica, sendo realizada uma nova gradagem improvisada à saída do tanque para o leito percolador, devido aos detritos ainda existentes e que não foram bem gradados.

As lamas resultantes deste processo são direccionadas para leitos/tanques de secagem para sofrer desidratação, sendo a água tratada descarregada em meio hídrico.

 


 

IMAGEM 3- Tanque composto por duas zonas distintas

 

 

 

I

 

IMAGEM 4- Leitos Filtrantes

 

Após esta visita posso concluir que existem inumeras deficiências no normal funcionamento das ETAR´S.

Os processos, por vezes, não são cumpridos na sua totalidade, grande parte do efluente não é tratado devido a um mau dimensionamento incicial da ETAR, e também pelo facto de os equipamentos se encontrarem bastante degradados, afectando, desta forma, o seu normal funcionamento.

Assim, grande parte do efluente não tratado, composto de uma grande carga de matéria orgânica, irá directamente para o meio hidrico, que devia, nos tempos actuais ser cada vez mais um assunto a debater e  motivo de grande atenção, evitando que continue a ser um risco de Saúde Pública!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por soudo às 15:26

Projecto "Desta água não beberei!"

20.01.12

As fontes e fontanários foram desde tempos antigos um dos principais motivos que levaram à fixação de populações humanas em determinados locais. A qualidade natural daquelas águas, as capacidades terapêuticas que muitas consideravam ter, a beleza e paisagem histórica daqueles locais eram grandes factores de atracção. Esse facto é ainda hoje observado com a existência de nascentes de água nas proximidades de povoações de maior ou menor dimensão.

 

Hoje em dia ainda se ouvem, principalmente na população mais idosa frases como: “Algumas nascentes naturais possuem propriedades terapêuticas"; "Ainda existe a ideia de que as águas não tratadas são naturais. Agora, o que é natural é bom???”…. "Já o meu avô e o meu pai lá bebiam"; "eu sempre bebi esta água e nunca me fez mal; “… garrafãozinho da “melhor água do mundo”, continuando a ser recolhida… É MUITO DIFÍCIL MUDAR MENTALIDADES!

 

 

 

O grande problema desta questão surge porque as "As fontes de poluição continuam a aumentar!!!", uma vez que sendo uma água subterrânea de onde na grande maioria das vezes não se conhece a origem nem o seu percurso até chegar aos fontanários para consumo da população, pode sofrer/sofre grandes alterações na sua qualidade e parâmetros. Estas fontes de poluição são essencialmente:

- Fossas sépticas e descargas de águas residuais sem tratamento adequado; ou rupturas em redes de esgotos;
- Pastagens com animais;
- Utilização excessiva de fertilizantes ou outros produtos químicos;
- Não são respeitados os perímetros de protecção.
A descoberta de que estas águas poderiam estar contaminadas e por consequência originar diversos perigos para a Saúde Pública levou a um despontar de informações e investigações mais concretas. A nível nacional foi elaborado um estudo que foi passado na RTP, que segue o link para consulta e conhecimento: http://www.rtp.pt/noticias/?t=Fontanarios-publicos-com-agua-impropria-para-consumo.rtp&headline=20&visual=9&article=456842&tm=2

 

As doenças que podem estar directamente relacionadas com a má qualidade das águas  são: 

•Diarreia
•Desidratação
•Perda de electrólitos
•Alterações na digestão e absorção dos nutrientes
–Problemas de crescimento
–Má nutrição
–↓ capacidade cognitiva
–↓ resistência a outras infecções
•Perigo Eminente!!!
–Contaminação por agentes fora do comum causam doenças mais graves:
•Hepatites A e E
•Poliomielite
•Cólera
•Febre Tifóide

A qualidade das águas desempenha um papel fundamental na prevenção de surtos de doenças de transmissão hídrica (Hunter 1997), não sendo permitida pelas autoridades de saúde, de acordo com a legislação actual, a saída de água com níveis detectáveis de agentes patológicos a partir dos pontos de distribuição (WHO 2004).

 

Nesse sentido, e devido ao fracasso de estratégias anteriormente utilizadas para evitar a ingestão de água imprópria para consumo humano disponibilizada às populações através de fontenários análise não conformes, surgiu um novo projecto "Desta Água não Beberei" no ACESII- Unidade de Saúde Pública.

Este projecto, executado a nível do Centor de Saúde de Viana do Alentejo, tem como principal objectivo Sensibilizar a população de Viana do Alentejo para o perigo do consumo de água dos fontanários, tendo como motor deste projecto o envolvimento dos alunos da Escola Secundária. 

 

De modo a começar a pôr em prática o projecto foi realizada uma apresentação junto do grupo de alunos que irá pegar no projecto (grupo de 9 alunos do 12º ano, inserido no âmbito da disciplina de Biologia, contando também para a sua avaliação escolar o desempenho nesta actividade).

Nesta apresentação foram dados a conhecer diversos dados sobre esta temática dos fontanários públicos, e os moldes em que o projecto se irá realizar. De forma a dar a conhecer alguns tópicos aqui fica uma ideia do que se pretende:

•Divulgação de informações actualizadas sobre a qualidade das águas das várias fontes da região através de:
–Placares informativos;
–Notícias no Boletim Municipal;
–Acções de formação junto das escolas;
–Acções de sensibilização junto da população.


 

»Objectivos do envolvimento dos alunos:
•Elaboração de um trabalho - Filme;
•Elaboração de posters para os placares informativos;
•Divulgação da informação junto das famílias;
•Divulgação da informação / acções junto da população.
•Envolvimento / realização de sessões de colheita de amostras de água de vários fontanários (Março).

 

Todas estas actividades pretendem-se que sejam elaboradas pelos alunos, com o apoio dos Técnicos de Saúde Ambiental da Unidade de Saúde Pública. 

 

Por fim, deixando aqui a minha opinião pessoal, se surgiram outras formas de abastecimento de água, a fim de garantir a sua salubridade, nomeadamente, tratamento adequado, actualmente efectuado em ETA’s é imprescindivel que a população em geral perceba e tenha o maior conhecimento que é desnecessário o consumo de água de fontanários publicos onde a água não é tratada e muitas vezes nem sequer controlada, podendo acarretar diversos riscos para a Saúde Pública. 

No entanto, importa não esquecer que aqueles locais, fontes e fontanários públicos, apresentam uma grande "carga histórica", e que será importante manter esses locais como sitio de visita e cultura, devenso ser preservados e conservados como sendo património e bens inestimáveis.

 

publicado por soudo às 14:44

Vigilância no Âmbito da Higiene e Segurança Alimentar

20.01.12

Continuando no âmbito do programa qualidade, higiene e segurança alimentar, descrito anteriormente num Post (dia 29/11/2011), realizou-se uma visita a um Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdiaa. 

Nesta visita a este espaço realizaram-se as seguintes actividades:

 

- Realização de visitas técnicas aos estabelecimentos, para avaliação da higiene, segurança e funcionamento. Esta visita foi realizada pela Técnica de Saúde Ambiental, estagiários de Saúde ambiental e Médico de Saúde Pública da USP acompanhado de um estagiário de Medicina; Neste ponto procedu-se à observação de diversos pontos presentes numa ficha de apoio criada pelo ACES II- Unidade de Saúde Pública.

Destes pontos destaco as condições gerais do espaço( Ventilação, arrumação e limpeza, existência de electrocutor de insectos, planos de limpeza, zonas diversas de preparação...), cozinha/copas( pavimentos, paredes, tectos, iluminação, exaustão, cubas de lavagem,...), Armazenagem(alimentos bem acondicionados e separados por categorias, equipamentos de frio com capacidade adequada, conservações feitas a temperaturas adequadas,...) e Manipuladores( Vestuário adequado e limpo, pessoal com boa higiene individual,...);

 

 

- Realização de esfregaços no estabelecimento para posterior ensaio microbiológico; Estes efectuaram-se às mãos das manipuladoras de alimentos(cozinheira e uma auxiliar), a alguns copos onde servem a bebida aos utentes, numa superficie- zona limpa e numa fiambreira.

 

Os diversos passos realizados nesta actividade são descritos sequencialmente de seguida através de algumas imagens... 

 

 

1- Equipamento para entrada dentro da cozinha/copas

 

 

 

 2- Colheitas a manipuladores

 

  

 

3- Em copos

 

 

 

4- Numa superficie delimitada

 

 

 5- Em uma fiambreira

 

 

 

6- Arrumação das amostras conservadas para posterior entrega no laboratório de Saúde Pública

publicado por soudo às 00:38

Vigilância Sanitária

14.01.12

Segundo o Decreto-Lei n.º 82/2009 de 2 de Abril, na sua alínea a) do número 3 do artigo 5º, compete às autoridades de saúde “vigiar o nível sanitário dos aglomerados populacionais, dos serviços, estabelecimentos e locais de utilização pública e determinar as medidas correctivas necessárias á defesa da saúde publica.”

 

No caso das piscina, tendo em conta os diversos perigos que poderão estar associados à sua utilização, a operacionalização destas competências deverá incluir, entre outras actividades, a vigilância epidemiológica de eventos adversos para a saúde associados à frequência de piscinas ou dos trabalhadores desses locais, a vigilância sanitária da qualidade da água dos tanques e da água para consumo humano e a verificação dos métodos de controlo da qualidade do ar em piscinas cobertas.

 

 

A actividade aqui descrita por este post surgiu com o objectivo de elaborar uma caracterização técnica e a avaliação das condições higio-sanitárias e de funcionamento de um “health Club”.

 

Para efectuar esta caracterização, foi preenchido o questionário “Avaliação das condições de instalação e funcionamento de piscinas” (Anexo II - A), que tem como objectivos:

- A identificação da piscina;

- A caracterização dos sistemas de abastecimento de água, quer para consumo humano, quer para alimentação do(s) tanque(s);

- A caracterização do(s) tanque(s);

- A caracterização de todos os serviços complementares e anexos.

 

Para além deste tópico procedeu-se ainda à avaliação das condições higio -sanitárias e de funcionamento, segundo o questionário do Anexo II – B, da mesma directiva (DIRECTIVA 14/DA 21/08/2009- http://ssaude.files.wordpress.com/2010/12/cn14.pdf ). 

 

Este local apresentava no geral excelentes condições higio-sanitárias, devendo apenas fazer referência a alguma degradação de calhas de escoamento nos balneários e a chuveiros(oxidados).

Para além deste ponto, e o que considero mais importante, foi quando nos foram facultados os Boletins de Análises anteriores efectuadas à água(são realizadas por Laboratório Acreditado, que posteriormente são fornecidas à empresa exterior que executa e controla todo o tratamento da água), em que na sua grande maioria apresentavam incumprimentos. 

 

 

Hoje em dia, com a crescente preocupação pessoal com a procura de "O corpo Perfeito", aliado a um maior conhecimento de todos os beneficios que podem surgir de uma prática regular de exercicio fisico, ocorreu consequentemente um desenvolvimento de diversos locais(ginásios, health clubs,...), cada vez mais sofisticados e com cada vez mais actividades possiveis de realizar para responder a essa procura.

"...No entanto, diversas questões se colocam relativamente à sua qualidade (por exemplo: temperatura, ausência ou insuficiência de agente desinfectante, deficiências da renovação da água); às suas características estruturais (por exemplo: saídas de emergência em número insuficiente, ausência de acessibilidade a cidadãos com mobilidade condicionada) e às suas condições de funcionamento (por exemplo: formação insuficiente dos responsáveis pelo tratamento da água, nadadores salvadores sem habilitação para tal)..."- DIRECTIVA 14/DA 21/08/2009

Com a preocupação principal de responder aos pedidos e gostos das pessoas, adquirindo cada vez uma maior população nas suas actividades, ganhando assim lucros milionários, estes locais muitas vezes descoram estes potenciais perigos em Saúde Pública, e é nesse sentido que é preciso a  nossa vigilância em actividades como esta que realizámos. 

 

 

publicado por soudo às 12:32

Gestão de Resíduos Hospitalares

10.01.12

São considerados resíduos hospitalares, de acordo com o Decreto-lei nº178/2006, de 5 de Setembro (http://dre.pt/pdf1s/2006/09/17100/65266545.pdf) , os resíduos resultantes de actividades médicas desenvolvidas em unidades de prestação de cuidados de saúde, em actividades de prevenção, diagnostico, tratamento, reabilitação e investigação, relacionada com seres humanos ou animais, em farmácias, em actividades medico-legais, de ensino e em quaisquer outras que envolvam procedimentos invasivos, tais como acupunctura, piercings e tatuagens.

 

O despacho nº242/96 de 13 de Agosto, classificou os resíduos hospitalares em quatro grupos distintos, sendo os resíduos objecto de tratamento apropriado diferenciado consoante o grupo a que pertencem:

Grupo I – Resíduos equiparados a urbanos( Resíduos provenientes de serviços gerais (como de gabinetes, salas de reunião,...);

Grupo II – Resíduos hospitalares não perigosos - não estão sujeitos a tratamentos específicos, podendo ser equiparados a urbano(Ex. Material ortopédico: talas, gessos e ligaduras gessadas não contaminados e sem vestígios de sangue,...);

Grupo III - Resíduos hospitalares de risco biológico - resíduos contaminados ou suspeitos de contaminação, susceptíveis de incineração ou de outro pré-tratamento eficaz, permitindo posterior eliminação como resíduo urbano( Ex. Todos os resíduos provenientes de quartos ou enfermarias de doentes infecciosos ou suspeitos,...);

Grupo IV – Resíduos hospitalares específicos - resíduos de vários tipos de incineração obrigatória(Ex. Peças anatómicas identificáveis, Cadáveres de animais de experiência laboratorial, Materiais cortantes e perfurantes: agulhas, catéteres e todo o material invasivo,...).

 

 

 

Considera-se gestão dos resíduos as operações de recolha, transporte, armazenagem, tratamento, valorização e eliminação de resíduos e visa, preferencialmente, a prevenção, ou redução da produção e /ou nocividade dos resíduos para a saúde humana e para o ambiente.

Com o intuito de atingir esses objectivos, o Despacho nº242/96 de 13 de Agosto, no seu nº7 estabelece que “ Cada unidade de saúde deve ter um plano adequado à sua dimensão, estrutura e a quantidade de resíduos produzidos para a circulação destes, devendo o circuito ser definido segundo critérios de operacionalidade para doentes, trabalhadores e publico em geral.

 

Assim, já existem quer a nível do ACES quer do próprio Centro de Saúde de Viana do Alentejo, Planos de Gestão de Resíduos Hospitalares. Neste momento pretende-se renovar, melhorar e dar continuidade a este plano, adaptando-se procedimentos e métodos à realidade actual.

 

Em relação concretamente à Intervenção do Técnico de Saúde Ambiental, a nível dos serviços de saúde pública nesta temática, surge enquadrada nas seguintes actividades:

- Elaboração do plano de gestão de resíduos hospitalares;

- Colaboração na sua implementação;

- Vigilância epidemiológica de eventuais casos que surjam devido a exposição a Resíduos Hospitalares;

- Colaborar em acções que visem a minimização de riscos;

- Colaborar na elaboração de acções de informação e sensibilização.

 

 

Este plano nutre grande importância, nomeadamente para o decréscimo dos problemas associados a gestão dos resíduos Hospitalares (como os acidentes e as doenças profissionais), promove um melhor desempenho por parte dos profissionais com responsabilidades na gestão de resíduos, devido a uma melhor optimização procedimentos por parte dos profissionais que participam nesta gestão.

publicado por soudo às 22:01

Relatório de Observação da Vistoria realizada a Estabelecimento de Ensino

04.01.12

 

publicado por soudo às 23:22

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